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Turismo

Gastos com turismo no AM caem 55,2% entre 2019 e 2021, aponta IBGE

Entre 91 mil viagens no Brasil em 2021, estado foi o destino de apenas 0,7% dos turistas
image Crédito: Divulgação | Semmas- Vista aérea da Praia do Tupé em Manaus
Fonte: Portal Norte de Notícias - Há 1 dia

Um ano após o início da pandemia, o valor gasto com turismo no Amazonas caiu 55,2% no período entre 2019 e 2021.

Outro dado preocupante na região é que entre 91 mil viagens realizadas no país no ano de 2021, apenas 0,7% desse total teve como roteiro um destino amazonense.

Os dados são da PNAD Contínua – Turismo, divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Dados

Em 2021, o Amazonas foi o destino de 91 mil viagens no Brasil (0,7%), colocando o estado como o 24º no ranking de destinos entre as unidades federativas. Foram R$ 69,06 milhões gastos em viagens com pernoite, no Estado, à frente de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima.

O total gasto com viagens no Estado representa 0,7% do total gasto no Brasil.

Em 2020, foram gastos no Amazonas R$ 149,7 milhões nas viagens com pernoite, o que representa 1,4% dos gastos realizados naquele ano com viagens no Brasil.

Em 2021, os gastos totais em viagens nacionais com pernoite (em viagens nas quais foram registrados gastos) totalizou R$ 9,8 bilhões, enquanto em 2020 este gasto havia sido de R$ 11 bilhões.

Brasil

Em relação aos gastos totais no destino, em 2021 os maiores gastos foram registrados em São Paulo (R$ 1,8 bilhão), Bahia (R$ 1,1 bilhão) e Rio de Janeiro (R$ 1 bilhão).

Na distribuição dos gastos totais, em São Paulo ocorreram 18,2% de todo gasto com turismo do Brasil, em 2021.

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Gastos per capita

A quantidade de dias na viagem também é fator de grande impacto nos gastos, tendo sido estimado o gasto per capita, ou seja, por pessoa, diário médio no Brasil, no ano de 2021, em R$ 204.

Na Região Norte, o valor diário mais alto, per capita, é o do Amapá (R$ 204), seguido pelo de Rondônia (R$ 187) e pelo do Amazonas (R$ 156).

O menor gasto per capita diário médio é o de Roraima (R$ 57).

Pernoites

Em 2021, o número médio de pernoites é de 7,2, nas viagens realizadas no Brasil.

No Amazonas, este número sobe para 11,8. Em 2020, o número médio de pernoites de viagens no Amazonas era 9,7.

Queda em 2021

Em 2021, de acordo com a PNAD Contínua Turismo, foram realizadas 103 mil viagens tendo o Amazonas como destino.

Dessa forma, as viagens tiveram queda de 55,2%, em relação a 2019 (230 mil), período anterior a pandemia de COVID-19. Em 2020, foram 135 mil viagens, 41,3% a menos, em relação a 2019.

Entre os motivos para a não viagem em 1,01 milhão de domicílios do Amazonas, a ausência de necessidade foi o principal (37,0%); seguido pela falta de dinheiro (30,4%); pela falta de interesse (10,8%) e pela falta de prioridade (10,4%). Problemas de saúde foram relatados como motivo de não viagem por 2,0% dos domicílios.

Viagem pessoal

Em 2020, 85,1% das viagens ocorreram por finalidade pessoal e, em 2021, o percentual foi de 85,4%, incluindo as viagens nacionais e internacionais.

No Amazonas, 83,0% das viagens realizadas ocorreram por finalidade pessoal, e 17,0%, por motivo profissional, em 2021.

Dentre os motivos pessoais para viajar, o motivo denominado “outro”, que inclui compras pessoais, curso, estudo ou congresso, religião ou peregrinação, bem-estar e outros motivos foi o mais citado na pesquisa no Amazonas em 2021, representando 32,8% do total de viagens por motivos pessoais.

O segundo motivo mais citado foi a visita ou evento de familiares ou amigos (31,8%); o terceiro foi tratamento de saúde ou consulta médica (25,2%) e lazer (10,2%). Vale destacar que em 2021, tratamento de saúde ou consulta médica cresceu como motivo pessoal de viagem com relação a 2020 (16,5%).

Hospedagem

Em 66,7% das viagens realizadas tendo o Amazonas como destino, o principal local de hospedagem foi casa de amigo ou parente.

Em 19,4% das viagens, “outro” local de hospedagem foi informado como principal, que pode ser albergue, hostel ou camping, outros tipos de hospedagem ou quando não houve hospedagem.

E em 6,2%, o principal local de hospedagem foi hotel, resort ou flat; 3,5%, pousada, e 1,3%, imóvel por temporada ou AirBnB.

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