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Pandemia

Distanciamento e uso de máscaras caem, e casos de Covid-19 disparam e aumentam 72% em novembro, no AM

Infectologista alerta população e pede cautela em festas de fim de ano
image Crédito: Divulgação/SES-AM- Equipe médica atuando no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, em Manaus
Fonte: Ana Kelly Franco - Há 3 semanas

O mês de novembro registrou aumento de mais de 72% no número de casos de Covid-19 em relação a outubro, no Amazonas. No penúltimo mês do ano, 2.139 pessoas foram infectadas, enquanto 1.241 ficaram doentes em outubro.

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Em relação a mortes, outubro teve mais casos de óbitos, com 22 pessoas que perderam a luta contra o coronavírus. Em novembro, o número chegou a 18.

Para o médico infectologista Nelson Barbosa, o aumento dos casos é um 'sinal amarelo' para autoridades municipais e estadual.

“Quem mais tem contribuído para este aumento é justamente o interior. Os municípios têm uma cobertura vacinal abaixo dos 45%, e alguns prefeitos estão relaxando no uso das máscaras”, disse o infectologista.

De acordo com Nelson, outras situações que têm contribuindo para o aumento dos casos é a falta de consciência e o distanciamento social.

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“A população não está realizando o distanciamento social. As pessoas têm que entender que a vacina só protege contra os casos graves, de ser internado, de ir parar em uma UTI, de ser intubado e morrer. Não existe uma vacina 100% eficaz para a Covid-19. Por isso, nós temos que vacinar toda a população o mais rápido possível”, ressaltou.

A baixa vacinação leva o aumento de novas cepas, assim como está ocorrendo na África do Sul.

“Nós estamos vendo o que está acontecendo na África do Sul, onde a cobertura vacinal está abaixo de 20% e, com isso, surgiu uma nova variante. Enquanto nós tivermos municípios e estados com uma vacinação baixa, o risco de aparecer uma nova variante é alta”, declarou.

Para o epidemiologista, a população deve ter cautela na hora de comemorar as festas de fim de ano.

“[Sobre] As comemorações das festas do fim do ano e do carnaval, a palavra que nós devemos ter é cautela porque nós não temos todas as informações sobre essa nova variante”, concluiu.

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